2015

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domingo, 5 de junho de 2016

Ilíada

Ilíada dá conta dos acontecimentos ocorridos por ocasião da Guerra de Troia, conflito motivado, segundo a lenda, pelo rapto da bela Helena. Esposa de Menelau, rei de Argos, a apaixonada Helena fugiu com Páris, um príncipe troiano filho do rei Príamo. De acordo com o enredo, enfurecido pelo rapto da esposa, Menelau é apoiado por seu irmão Agamêmnon, rei de Micenas, e empreende uma histórica expedição naval com o objetivo de cercar a cidade de Troia e resgatar sua esposa. A guerra durou dez anos e ficou marcada por lendas e personagens heroicos que se destacaram em ambos os lados do conflito. Assim, conduzidos pelas mãos de Homero, personagens como Aquiles, Heitor e Príamo, além da própria Helena e de Páris, entre tantos outros, entraram para a história e seus feitos são contados até os nossos dias.

A estrutura da Ilíada está composta de 24 cantos e, curiosamente, tem o seu nome atrelado ao fato de se tratar de uma epopeia relatando a conquista de Ílio, nome como era conhecida a cidade de Troia na antiguidade.

Odisseia

O poema Odisseia narra as aventuras de Odisseu (ou Ulisses, como os romanos o conheciam) na sua viagem de volta para casa na ilha de Ítaca, onde sua paciente esposa, Penélope, o aguarda. Repleta de acontecimentos fantásticos, a longa viagem de retorno obriga Odisseu a usar de toda a sua astúcia para vencer os obstáculos e reconquistar seu reino e sua esposa. Na realidade, Penélope estava acossada por um grande número de pretendentes que dava como certa a morte de Odisseu e tentava se apossar de seus bens.Homero estrutura este poema também em 24 cantos e com frequência utiliza a voz do herói e protagonista Odisseu para contar as peripécias desse longo regresso que durou dez anos. Com uma linguagem mais coloquial e romanesca, o autor desenvolve sua narrativa em três partes.Na primeira, descreve os problemas de Penélope e de seu filho Telêmaco em Ítaca. A segunda parte se desdobra nas peripécias do retorno de Odisseu e nas buscas de Telêmaco pelo pai desaparecido. E a terceira encerra a história, com o encontro de Odisseu e seus familiares e a reconquista de seu ameaçado status.

Centauros

A origem dos centauros tem a ver com uma contenda ocorrida entre os deuses olímpicos Íxion, Hera e Zeus. Certa vez, Íxion se apaixonou pela deusa Hera, esposa de Zeus, e por isso tentou estuprá-la. Incomodada com o ocorrido, ela contou a Zeus sobre o comportamento de Íxion esperando que alguma providência fosse tomada. Procurando averiguar o relato da esposa, Zeus esculpiu com nuvens uma estátua de Hera e a colocou perto de Íxion para observar qual seria a sua reação
Ao pensar que a estátua realmente fosse a deusa Hera, Íxion começou a se vangloriar por ter ultrajado uma divindade olímpica. Imediatamente, Zeus prendeu o perverso Íxion em uma roda de fogo que girava infinitamente e depois o lançou no Hades, que representava o inferno na mitologia grega. A nuvem que fora violentada por Íxion deu origem a Kentauros, que deu origem aos primeiros centauros após se enlaçar com algumas éguas magnesianas.
Outros relatos mitológicos contam que alguns centauros eram frutos do relacionamento das divindades. O centauro Quíron, por exemplo, era filho do deus Cronos e de Filira, filha do Oceano. Contrariando sua própria espécie, geralmente bastante impulsiva e violenta, Quíron teria, ao longo de sua vida, aprendido diversas habilidades ao ser educado pelos deuses Apolo e Diana. Entre outras habilidades este centauro teria profundo conhecimento sobre caça, medicina, botânica, música e futurologia.
Quando o herói Hércules se envolveu em uma batalha contra os centauros, acabou acidentalmente atingindo Quíron, que era grande amigo seu e havia repassado todos seus conhecimentos ao herói grego. Desesperado, Hércules tentou curar o centauro ferido com uma medicação ensinada pelo próprio Qíron. Contudo, infelizmente, não havia como evitar aquela terrível agonia.
Transtornado com as dores que sentia, Quíron pediu a Zeus que fosse sacrificado. Triste com a prece daquele admirável centauro, o deus supremo do Olimpo decidiu retirar a sua imortalidade e repassá-la a Prometeu. Para que Quíron jamais fosse esquecido, Zeus decidiu homenageá-lo nos céus, onde ficou sendo representado pela constelação de Sagitário.
Em uma outra situação Hércules se tornou amigo e matou acidentalmente o centauro Folo, quando o herói grego foi incumbido da missão de capturar vivo um terrível javali que aterrorizava os moradores da região de Erimanto. Em sua passagem naquele lugar, Hércules foi acolhido por Folo que, tomando por imensa alegria, resolveu abrir um odre de vinho em homenagem a seu amigo humano.
No meio tempo em que os amigos desfrutavam da bebida, os outros centauros que viviam na região sentiram o agradável odor do vinho e, por isso, tentaram invadir a residência de Folo e tomar seu estoque de vinho. Atordoado com a invasão, Hércules se armou com seu arco e aniquilou com todos os centauros invasores. Contudo, na pressa de se safar daquelas terríveis criaturas, acabou acertando acidentalmente o seu amigo.
A mais famosa lenda grega sobre os centauros conta sobre a batalha dos Lápitas e Centauros. Conforme o relato, Enomau, o rei de Pisa, era pai de uma bela princesa chamada Hipodamia, a quem havia prometido sua mão em casamento para aquele que conseguisse derrotá-lo em uma corrida de carros. Após vencer e matar vários oponentes, o rei foi trapaceado por Pirítoo, que conseguiu vencer a corrida após o cocheiro Mirtilo ter danificado as rodas do carro real.
Na organização da festa de casamento, vários centauros foram convidados para participar do evento que consagraria a união entre Pirítoo e a belíssima princesa Hipodamia. Contudo, durante a celebração, o centauro Eurítion ficou embriagado e tentou violentar a princesa. Seguidamente, outros centauros também tentaram fazer o mesmo, dando início a um grande conflito contra os humanos. As criaturas que sobreviveram ao conflito saíram em debandada da região da Tessália.

Na interpretação das alegorias mitológicas, o centauro tem a importante capacidade de salientar o conflito entre a razão e a emoção. Sendo a parte superior de seu corpo humana, teria a capacidade de refletir sobre os seus atos. Em oposição a essa característica racional, a parte inferior de seu corpo representaria a violência física e os impulsos sexuais.


Legado da Grécia Antiga

A cultura da Grécia Antiga é considerada a base da cultura da civilização ocidental. A cultura grega exerceu poderosa influência sobre os romanos, que se encarregaram de repassá-la a diversas partes da Europa. A civilização grega antiga teve influência na linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia, na ciência, na tecnologia, na arte e na arquitetura moderna, particularmente durante a renascença da Europa ocidental e durante os diversos reviveres neoclássicos dos séculos XVIII e XIX, na Europa e Américas.

Conceitos como cidadania e democracia são gregos, ou pelo menos de pleno desenvolvimento na mão dos gregos. Qualquer história da Grécia Antiga requer cautela na consulta a fontes. Os historiadores e escritores políticos cujos trabalhos sobreviveram ao tempo eram, em sua maioria, atenienses ou pró-atenienses, e todos conservadores. Por isso se conhece melhor a história de Atenas do que a história das outras cidades; além disso, esses homens concentraram seus trabalhos mais em aspectos políticos (e militares e diplomáticos, desdobramentos daqueles), ignorando o que veio a se conhecer modernamente por história econômica e social. Toda a história da Grécia antiga precisa dar atenção à condução parcial pelas fontes.

Jogos Olímpicos

Um exemplo de atividade cultural comum entre os gregos foram os Jogos Olímpicos. A partir de 776 a.C., de quatro em quatro anos, os gregos das mais diversas cidades reuniam-se em Olímpia para a realização de um festival de competições. Esse festival ficou conhecido como Jogos Olímpicos. Os jogos olímpicos eram realizados em honra a Zeus (o mais importante deus grego) e incluíam provas de diversas modalidades esportivas: corridas, saltos, arremesso de disco, lutas corporais. Além do esporte havia também competições musicais e poéticas.
Os Jogos Olímpicos eram anunciados por todo o mundo grego dez meses antes de sua realização. Os gregos atribuíam tamanha importância a essas competições que chegavam a interromper guerras entre cidades (trégua sagrada) para não prejudicar a realização dos jogos. Pessoas dos lugares mais distantes iam a Olímpia a fim de assistir aos jogos. Havia, entretanto, proibição à participação das mulheres, seja como esportistas, seja como espectadoras.
Os atletas que participavam das competições eram respeitados pelos gregos em geral. O prêmio para os vencedores era apenas uma coroa feita com ramos de oliveira colhidos num bosque consagrado a Zeus. Mas a sua glória era imensa. As cidades recepcionavam os vitoriosos com festas e homenagens. Poetas, como Píndaro, faziam poemas em sua homenagem, e o governo erguia-lhes estátuas.
Os Jogos Olímpicos da antigüidade foram celebrados até 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio, que era cristão, mandou fechar o templo de Zeus em Olímpia, para combater cultos não-cristãos. Quinze séculos depois o educador francês Pierre de Fredy, o barão de Coubertin (1836-1937), empreendeu esforços para restaurar os Jogos Olímpicos. Sua “causa” obteve simpatia e adesão internacionais. Em 1896, foram realizados em Atenas os primeiros Jogos Olímpicos da época contemporânea. As atuais Olimpíadas, também realizadas de quatro em quatro anos, reunindo atletas de diversos países do mundo, procuram preservar o ideal de unir os povos por meio do esporte.

Fonte : http://www.trilhaseaventuras.com.br/grecia-antiga-curiosidades-e-fatos/ 

Górgonas

As Górgonas eram criaturas da mitologia grega que tinham aparência feminina e possuía serpente ao invés de cabelos  e todos que olhassem diretamente para elas seria transformado em pedra. Por essa razão muitas pessoas usavam a imagem de Górgonas para servir de amuleto contra o mal. As Górgonas eram três filhas de Fórcis e Ceto e seus nomes eram, a Medusa (a impetuosa), Esteno (a que oprime) e Euriale (a que está ao largo). Antes das Górgonas terem as características citadas acima elas eram belas e isso fez com que os deuses se irritassem em especial a deusa Atena que ao ver que a beleza que as filhas de Fórcis e Ceto possuíam era igual a sua ela ficou com medo de terem a mesma aparência dela e apresentar comportamento hostil que era tão diferente do apresentado por Atena. Deformou-lhes a aparência, seus cabelo se transformaram em ninhos de serpentes que a todo momento picavam os rostos das irmãs, e seus dentes foram transformados em presas de javali, suas mãos e pés se tornaram bronze frio e pesado, cobriu suas peles com escamas e para finalizar fez com que todos que contemplassem seus olhos seriam petrificados. Assim o belo olhar das Górgonas fora transformado em algo perigoso.

 Poseidon despojou-se da Medusa que mesmo monstruosa possuía ainda alguns traços de sua semelhantes (Atena que era a quem Poseidon era apaixonado), Poseidon fez com que a mensagem de que ele despojou a semelhante de Atena chegasse até Atena. Com isso Atena ficou ultrajada e retirou a imortalidade da Medusa assim deixando somente suas duas irmãs imortais. Em outras versões ela a amaldiçoou pois Poseidon se encontrou com a Medusa no templo de Atena que ficou ultrajada e a amaldiçoou.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mitologia Grega - Sereias

SEREIAS
Na Mitologia Grega, são seres metade mulher e metade peixe (ou pássaro, segundo alguns escritores antigos) capazes de atrair e encantar qualquer um que ouvisse o seu canto.


ilustração de uma a sereia

Seu número variava. Viviam em uma ilha do Mediterrâneo, em algum lugar do Mar Tirreno, cercada de rochas e recifes ou nos rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália.

A sedução provocada pelas sereias era através do canto. Os marinheiros que eram atraídos pelo seu canto e se aproximavam o bastante para ouvir seu belíssimo som, descuidavam-se e naufragavam.

Em geral são consideradas filhas do deus rio Aqueloo e da musa Melpômene ou de Terpsícore. Homero afirmou que elas podiam prever o futuro, o que condiz com divindades nascidas de Gaia.

Elas participam da lenda de Odisseu e dos Argonautas, em ambos os casos eles resistiram ao seu canto. Os argonautas, por causa da música de Orfeu, e Odisseu por causa do conselho recebido de ser amarrado ao mastro e ordenar à tripulação tapar os ouvidos com cera para não escutarem o canto das sereias.


As mais extensas referências a elas são as da Odisséia, as da Argonáutica, de Apolônio de Rodes. A mais antiga é a da Odisséia.

Há muitos mitos na Grécia Antiga sobre sereias, alguns dizem que elas seriam mulheres que ofenderam a Deusa Afrodite (deusa da beleza e do amor) e como castigo foram viver em um ilha isolada. Em outros conta-se que elas eram ex-companheiras de Perséfone, filha de Zeus e Deméter, que foi raptada por Hades, Deus dos Infernos. Segundo a lenda, as sereias devem sua aparência a Deméter, que as castigou por terem sido negligentes ao cuidarem de sua filha

As sereias eram representadas como grandes pássaros com cabeça e busto de mulher. Podemos encontrar sua figura presente em frisos, monumentos fúnebres, vasos da arte grega, estatuetas, jóias e outras obras.

As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.

Em nossos dias, utiliza-se ainda a expressão "canto da sereia" que designa algo que tem grande poder de atração em que as pessoas caem sem resistência.

Na literatura moderna, as sereias inspiraram muito poemas e numerosas obras, como O Silêncio das Sereias, de Kafka (1917), A história da sereia, de E.M. Forster (1947), As sereias de Titã, de Kurt Vonnegut (1959), entre muitas outras.

Fonte:
RIBEIRO JR., W.A. As sereias. Portal Graecia Antiqua, São Carlos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sereia